A GloboNews e o g1 organizaram uma série de entrevistas com os principais candidatos à presidência nas eleições de 2026, e a expectativa inicial era que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse o primeiro a participar.
No entanto, Lula optou por não comparecer ao evento e enviou uma resposta negativa ao convite.
A ausência do presidente, amplamente considerado favorito nas pesquisas, alterou os planos da série de sabatinas e gerou intensos debates políticos.
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A recusa de Lula ao convite da GloboNews
<pEmbora a emissora tenha feito o convite formalmente, o resultado não foi o desejado.
A assessoria do presidente confirmou que ele não irá participar da entrevista programada para esta terça-feira (4), que seria a abertura da série de sabatinas.
A negativa foi comunicada poucos momentos antes do horário agendado, frustrando as expectativas criadas até um dia antes sobre sua presença.
Conforme informações da Globo, Lula não havia confirmado sua participação, e até agora não há nova data definida para que ele conceda a entrevista.
Motivação por trás do convite à Lula
A seleção dos participantes foi feita com base em critérios objetivos.
Lula foi convidado devido à sua posição entre os cinco candidatos mais bem avaliados na pesquisa Datafolha divulgada em julho, que serviu como base para a definição dos entrevistados pela emissora.
Representantes da equipe do presidente participaram das reuniões preparatórias e do sorteio que estabeleceu a ordem das entrevistas.
A assessoria da Globo esclareceu que essa presença durante a organização não significava automaticamente a confirmação de participação do candidato.
O futuro da série de sabatinas na GloboNews
Apesar da ausência de Lula, a programação continuará conforme planejado com os demais convidados.
As entrevistas serão transmitidas ao vivo pela GloboNews e pelo g1, começando às 14h e com duração aproximada de 90 minutos. As jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery conduzirão as entrevistas nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.
Com a falta de Lula, o cronograma das entrevistas com os outros quatro principais candidatos na pesquisa Datafolha ficou assim definido:
- Renan Santos (Missão) nesta quarta-feira (5);
- Romeu Zema (Novo) na quinta (6);
- Ronaldo Caiado (PSD) na sexta (7);
- Flávio Bolsonaro (PL) na segunda-feira seguinte (10).
Vale ressaltar que Flávio Bolsonaro, considerado um dos principais adversários do presidente nessa disputa, também não havia confirmado sua presença até o encerramento das informações coletadas.
Razões por trás da decisão de Lula
A equipe de campanha do presidente não detalhou as motivações específicas para sua recusa ao convite, apenas informando que a escolha foi feita após uma análise interna pela equipe responsável pela estratégia eleitoral.
Avaliações feitas por aliados sugerem que Lula poderia se tornar o alvo preferencial dos demais candidatos alinhados à direita e que sua posição favorável nas pesquisas diminuiria a necessidade de expor-se nesse formato específico de entrevista.
Parece também que Lula está considerando sua participação em debates eleitorais caso a caso, sem um compromisso fechado para o primeiro turno das eleições.
Cenário dos debates presidenciais no Brasil
A decisão sobre a sabatina está relacionada a uma discussão mais ampla sobre como o presidente deve se expor durante a campanha. A participação de Lula em debates do primeiro turno ainda está indefinida.
Cita-se como exemplo o debate promovido pela Band, cuja data foi alterada para facilitar a possível presença do petista.
Tais movimentações indicam uma abordagem cautelosa por parte da campanha em relação às entrevistas e confrontos diretos com opositores, avaliando cuidadosamente os custos e benefícios associados a cada aparição em um ambiente político polarizado.
