sábado, junho 6

Juliano Cazarré gera controvérsia ao promover evento para ‘homens alfa’ e enfrenta reprovações de colegas da Globo

O ator Juliano Cazarré gerou controvérsia nas mídias sociais ao divulgar a criação de um evento direcionado ao público masculino, nomeado “O Farol e a Forja”.

A proposta, que pretende oferecer palestras sobre liderança, empreendedorismo e espiritualidade, rapidamente se tornou alvo de críticas severas por parte de várias personalidades, incluindo colegas de sua emissora, que o acusaram de promover um discurso machista.

Com datas programadas para os dias 24, 25 e 26 de julho em São Paulo, o evento visa fortalecer os homens que, segundo Cazarré, estariam “fragilizados” na sociedade contemporânea.

Reconhecido por suas opiniões conservadoras e religiosas, o ator revelou estar ciente das possíveis repercussões negativas que seu projeto poderia gerar, mas decidiu prosseguir com sua ideia.

Motivos da criação do evento controverso

Em suas postagens nas redes sociais, Juliano Cazarré explicou que a motivação para essa iniciativa surgiu da sua “recusa em permanecer em silêncio” diante de uma sociedade que, em sua visão, tem “enfraquecido os homens”.

Ele argumenta que o projeto nasceu da observação de que muitos homens estão “perdidos” e que as famílias estão “se desfazendo”, resultando em um alto custo social.

Cazarré também mencionou ter sido “cancelado frequentemente” por defender a visão de que homens e mulheres têm “papéis distintos” em um relacionamento.

Colegas rebatem as declarações de Cazarré

A resposta de seus colegas não demorou a chegar.

A atriz Marjorie Estiano aconselhou Cazarré a refletir mais profundamente sobre suas ideias, argumentando que ele estaria “reproduzindo um discurso amplamente disseminado e enraizado que resulta na morte de mulheres todos os dias”. A artista Elisa Lucinda descreveu a proposta como um “grande e preocupante delírio”, afirmando que vai “na contramão dos avanços da sociedade”.

A descontentamento também foi compartilhado por outras atrizes como Betty Gofman, Cláudia Abreu e Sílvia Buarque. Gofman expressou incredulidade ao afirmar: “Gente, que criatura incompreensível esse ator, esse homem!”

Cláudia Abreu ressaltou a alarmante realidade do país com altos índices de feminicídio, enquanto Sílvia Buarque criticou a iniciativa como sendo caracterizada por “um equívoco atrás do outro”. Outros artistas como Paulo Betti, Guta Stresser, Julia Lemmertz, além do humorista Paulinho Serra, também se manifestaram contra o evento proposto por Cazarré.

Juliano Cazarré, que se converteu ao catolicismo em 2018, passou a promover publicamente um estilo de vida fundamentado no patriarcado. Ele é casado com Letícia Cazarré, com quem tem seis filhos.

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