sexta-feira, agosto 28

Repórter da Band enfrenta perseguição homofóbica e se torna foco de ação da Globo

O jornalista Williams Sousa, conhecido como Coruja, que atua na RBA TV, afiliada da Band em Belém, recebeu uma mensagem de apoio da TV Tapajós, que é afiliada da Globo em Santarém, no Pará, após ter sido vítima de um ataque homofóbico.

O incidente ocorreu na última quinta-feira (20), em frente a uma delegacia, onde o repórter foi agredido verbalmente e seguido por um agressor.

Na segunda-feira (24), durante a transmissão do Bom Dia Tapajós, o apresentador Zé Rodrigues leu a nota de repúdio ao vivo.

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Causas do ataque ao repórter da Band

A emissora informou que a hostilidade dirigida a Sousa veio de um familiar de um réu cujo julgamento foi noticiado pelo próprio jornalista.

A situação foi caracterizada como agressiva, com o profissional sendo ofendido e seguido nas ruas durante o episódio.

Esse tipo de reação não é incomum no jornalismo policial, onde fontes ou parentes de pessoas envolvidas em casos noticiados frequentemente reagem negativamente aos jornalistas que cobrem as histórias.

Esse fenômeno ilustra um risco persistente para quem cobre assuntos judiciais em regiões do interior, onde repórteres e sujeitos das notícias costumam compartilhar os mesmos espaços públicos.

Declaração do âncora durante a transmissão

Zé Rodrigues iniciou a leitura da nota explicando o que havia acontecido com Sousa, descrevendo a abordagem agressiva que ele sofreu na rua.

Em nome do Sistema Tapajós de Comunicação, Rodrigues expressou sua solidariedade ao colega, utilizando o apelido pelo qual ele é reconhecido no meio jornalístico.

A postura da afiliada da Globo ao manifestar apoio publicamente a um jornalista de uma emissora concorrente se destaca pela demonstração de união acima das rivalidades comerciais.

Tais manifestações são raras entre emissoras rivais e acentuam a importância simbólica da nota lida ao vivo.

Repúdio à homofobia de forma clara

<pApós isso, Zé Rodrigues fez questão de afirmar:

  • a discordância com uma informação não confere direito a ninguém de atacar, humilhar ou desacreditar um profissional de imprensa.

A emissora reiterou seu repúdio a qualquer forma de ataque ou preconceito, especialmente à homofobia e intimidação contra jornalistas.

A decisão de mencionar explicitamente a motivação homofóbica do ataque, em vez de tratá-lo como uma mera agressão genérica, evidencia o cuidado na redação da nota para manter o foco na gravidade do crime.