A final do Soletrando de 2008 voltou a ser tema de debate ao se desdobrar em uma questão judicial que foi além do palco da Globo.
Na ocasião, Thafne Toledo, que tinha apenas 13 anos, fez uma pergunta ao vivo ao apresentador Luciano Huck sobre a pronúncia de uma palavra.
Ela terminou a competição na segunda colocação e, após isso, entrou com um processo relacionado ao resultado do programa.
O prêmio daquela edição era de R$ 100 mil, destinado a investimentos educacionais.
A disputa contou com três concorrentes e culminou na vitória de Eder Carlos Coimbra, representante de Minas Gerais.
O que ocorreu entre Thafne Toledo e Luciano Huck?
Durante a fase final, Thafne recebeu a palavra “infra-hepático”.
Antes de tentar soletrar, ela notou que Luciano Huck pronunciou o termo de forma diferente e pediu ao apresentador que repetisse.
A participante insistiu que estava escutando uma pronúncia distinta.
O professor Sérgio Nogueira teve que reiterar a palavra para que a jovem entendesse corretamente e pudesse continuar na competição.
No entanto, esse incidente não foi a razão pela qual ela foi eliminada.
Thafne seguiu em frente no programa, mas errou posteriormente ao tentar soletrar “hagiológio”, terminando na segunda posição. Eder acertou “psicroestesia” e levou o prêmio para casa.
Por que o resultado do Soletrando chegou à Justiça?
A contestação judicial posterior se concentrou em outro aspecto da final.
A família de Thafne argumentou que o vencedor cometeu uma irregularidade ao pronunciar “homogeneidade” de maneira diferente, sem sofrer penalização por parte da equipe do programa.
O caso foi levado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde houve uma ação envolvendo produção de provas.
Os documentos judiciais indicam um pedido para exibir as gravações da competição e realizar uma perícia de áudio e imagem, visando analisar as circunstâncias da final.
A pronúncia de Huck foi a causa do processo?
A resposta é não exatamente. Embora os dois episódios tenham ficado interligados na memória coletiva, eles têm fundamentos distintos. A troca verbal entre Thafne e Huck ocorreu quando ela solicitou clareza sobre a palavra que iria soletrar.
A questão judicial se baseou na afirmação de que o concorrente vitorioso teria pronunciado um termo incorretamente sem enfrentar as consequências previstas pelas regras do jogo.
Há registros públicos indicando que o Judiciário determinou a produção de prova técnica durante o processo.
No entanto, as informações disponíveis não permitem concluir um desfecho definitivo para essa disputa legal, tornando impreciso afirmar se Thafne saiu vencedora ou derrotada na ação.
Mais de 18 anos após aquela final marcante, os acontecimentos continuam gerando discussões justamente por combinarem televisão ao vivo, uma jovem defendendo a correta aplicação das regras e uma polêmica que ultrapassou os limites da competição.
