sexta-feira, agosto 28

Colar avaliado em R$ 2 milhões presenteado a Neymar se torna crucial em investigação que desarticula esquema de roubo de ouro em SP

Um colar cujo valor é estimado em R$ 2 milhões, entregue a Neymar em 2023, se tornou um elemento central em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, que investiga a origem do ouro utilizado na confecção de joias.

A investigação progrediu, revelando uma rede suspeita que estaria envolvida no recebimento, derretimento e revenda de metais preciosos adquiridos de forma ilícita.

A peça ganhou notoriedade após ser oferecida pelo influenciador Buzeira ao atleta durante o cruzeiro Ney em Alto Mar, realizado em dezembro de 2023.

Essa exposição pública possibilitou que os investigadores identificassem o artesão responsável pela confecção do colar e aprofundassem suas pesquisas sobre a origem do material usado.

Como o colar de Neymar se tornou parte da investigação?

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O colar foi elaborado pelo ourives Douglas Bonetti Rocha, popularmente conhecido como Jimmy, vinculado à empresa Dimi Joias.

A Polícia Civil começou a investigar a procedência do ouro da peça após identificar quem a havia fabricado.

Informações obtidas durante a apuração indicaram que as justificativas apresentadas sobre a origem do metal foram classificadas como insatisfatórias pelos detectives.

Dessa maneira, a investigação abriu novos horizontes, levando à criação da Operação Ouro Reverso.

Neymar não é considerado suspeito no caso e foi ouvido apenas como testemunha, enquanto a investigação foca na cadeia de compra, transformação e revenda do ouro.

O que foi descoberto pela polícia na Operação Ouro Reverso?

A segunda fase da operação foi iniciada na segunda-feira (24), com o intuito de desarticular um grupo acusado de receptação de joias e metais preciosos.

A Polícia Civil cumpriu um total de 28 mandados de busca e apreensão, além de quatro ordens de prisão.

A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 34,6 milhões em contas bancárias e bens relacionados aos investigados.

Dentre as medidas patrimoniais adotadas durante essa ofensiva, estão veículos e imóveis dos envolvidos.

Ponto da investigação Número
Valor atribuído ao colar R$ 2 milhões
Buscas e apreensões 28 mandados
Prisões determinadas 4 mandados
Bloqueio judicial R$34.6 milhões

Como funcionaria o esquema envolvendo ouro roubado?

A polícia tem como foco um esquema conhecido como “círculo de fogo”, composto por empresas situadas no centro de São Paulo que supostamente receberiam joias furtadas ou roubadas.

Esses materiais seriam derretidos para dificultar o rastreamento da origem e posteriormente reintegrados ao mercado.

A investigação visa reconstruir esse circuito financeiro e comercial para identificar fornecedores, compradores e eventuais beneficiários do esquema.

A estratégia inclui também análises patrimoniais e colaboração com órgãos estaduais especializados na questão.

<pPortanto, o colar recebido por Neymar não é considerado uma prova que ligue o jogador a quaisquer atividades irregulares.

A relevância dessa peça reside no fato de ter auxiliado as autoridades na identificação das pessoas e empresas que agora estão sob investigação quanto à origem do ouro empregado na confecção das joias.